terça-feira, 5 de novembro de 2013

Descaso: Família aguarda laudo do DPT há mais de um ano; pai de criança morta continua acusando hospital de negligência

Uma criança que morreu no dia 1º de setembro do ano passado, vítima de queimaduras em Feira de Santana, ainda não teve o laudo expedido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT). O fato ocorreu na residência dos pais, conforme dados do Ministério Público do município.

Gabriel Jesus de Lima, 3 anos, morava no loteamento Cordeirópolis no bairro da Mangabeira veio no Hospital Estadual da Criança (HEC), mas há informações oficiais da causa da morte do menor.

De acordo com a polícia, um familiar colocou a água quente para a criança tomar banho, mas o menino subiu no vaso sanitário, escorregou e caiu na bacia. O fato ocorreu no dia 25 agosto de 2012.
“Não houve tempo de colocar a água fria suficiente, pois foi tudo muito rápido”, esclareceu o camelô Antonio José Lima. O pernambucano esteve na manhã desta segunda-feira (4) no DPT, onde disse à imprensa que o caso não está sendo levado a sério.

Milena Calmon, titular da 1ª Delegacia disse que aguarda o laudo da pericia criminal. A delegada ratificou que membros da equipe médica já foram ouvidos, mas reassaltou ter solicitado laudo da pericia pela terceira vez a instituição, mas até o momento o documento não chegou as suas mãos.

Família contesta

A mãe de Gabriel alegou que após uma injeção aplicada na unidade de saúde, seu filho começou a passar mal.
“Ele estava bem, até gravei um vídeo no meu celular com ele brincando”, disse Sheila Souza. A genitora também relatou que o menino brincou com o pai por telefone um dia antes de passar mal e morrer.

A família prestou queixa no mesmo dia Complexo Policial Investigador Bandeira, contra a equipe de enfermagem do hospital.

Defesa

Na época, o Hospital Estadual da Criança (HEC) emitiu nota técnica sobre o falecimento do menor Gabriel Jesus de Lima, 3, que estava internado na unidade hospitalar em tratamento médico devido a queimaduras no corpo do menor, após contato com água quente.

De acordo com o comunicado, assinado pela diretora da unidade hospitalar, a Drª Edilma Reis, o menor foi vitimado por graves queimaduras de 2º grau em 15% do corpo, na região do pescoço, dorso e occipito. 

Segundo a mãe do menor, Sheila Souza, a criança estava em recuperação e após uma injeção aplicada no HEC, o estado de saúde piorou. A direção do Hospital defende que o paciente foi assistido por uma equipe multidisciplinar e que Gabriel recebeu curativos diários, antibiótico-terapia e demais tratamentos inerentes ao quadro hospitalar.  

Blog Central de Polícia, com informações de Denivaldo Costa( Ronda Policial).