Uma criança que morreu no dia 1º de setembro do ano passado, vítima de queimaduras em Feira de Santana, ainda não teve o laudo expedido pelo Departamento de Polícia Técnica (DPT). O fato ocorreu na residência dos pais, conforme dados do Ministério Público do município.
Gabriel Jesus de Lima, 3 anos, morava no loteamento Cordeirópolis no bairro da Mangabeira veio no Hospital Estadual da Criança (HEC), mas há informações oficiais da causa da morte do menor.
De acordo com a polícia, um familiar colocou a água quente para a criança tomar banho, mas o menino subiu no vaso sanitário, escorregou e caiu na bacia. O fato ocorreu no dia 25 agosto de 2012.
“Não houve tempo de colocar a água fria suficiente, pois foi tudo muito rápido”, esclareceu o camelô Antonio José Lima. O pernambucano esteve na manhã desta segunda-feira (4) no DPT, onde disse à imprensa que o caso não está sendo levado a sério.
Milena Calmon, titular da 1ª Delegacia disse que aguarda o laudo da pericia criminal. A delegada ratificou que membros da equipe médica já foram ouvidos, mas reassaltou ter solicitado laudo da pericia pela terceira vez a instituição, mas até o momento o documento não chegou as suas mãos.
Família contesta
A mãe de Gabriel alegou que após uma injeção aplicada na unidade de saúde, seu filho começou a passar mal.
“Ele estava bem, até gravei um vídeo no meu celular com ele brincando”, disse Sheila Souza. A genitora também relatou que o menino brincou com o pai por telefone um dia antes de passar mal e morrer.
A família prestou queixa no mesmo dia Complexo Policial Investigador Bandeira, contra a equipe de enfermagem do hospital.
Defesa
Na época, o Hospital Estadual da Criança (HEC) emitiu nota técnica sobre o falecimento do menor Gabriel Jesus de Lima, 3, que estava internado na unidade hospitalar em tratamento médico devido a queimaduras no corpo do menor, após contato com água quente.
De acordo com o comunicado, assinado pela diretora da unidade hospitalar, a Drª Edilma Reis, o menor foi vitimado por graves queimaduras de 2º grau em 15% do corpo, na região do pescoço, dorso e occipito.
Segundo a mãe do menor, Sheila Souza, a criança estava em recuperação e após uma injeção aplicada no HEC, o estado de saúde piorou. A direção do Hospital defende que o paciente foi assistido por uma equipe multidisciplinar e que Gabriel recebeu curativos diários, antibiótico-terapia e demais tratamentos inerentes ao quadro hospitalar.
Blog Central de Polícia, com informações de Denivaldo Costa( Ronda Policial).
